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Tuberculose Ganglionar PDF Imprimir e-mail
Escrito por José Mariz   
13-Jun-2007

Figura 1 Figura 2

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 Tuberculose Ganglionar Cervical como primeira manifestação de SIDA

 Nuno Bernardino Vieira*, Daniel Cartucho#, Javier Rodriguez-Vera* *

**Serviço de Medicina Interna; #Serviço de Cirurgia Geral

Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, E.P.E. - Portimão

 Homem de 38 anos, raça caucasiana, recorre ao Serviço de Urgência por tumefacção na região cervical esquerda com quatro meses de evolução e deiscência de incisão de biópsia de adenopatia. Palpavam-se várias adenopatias na região cervical e submandibular esquerda de consistência elástica (figura 1). Antecedentes pessoais de consumo de drogas I.V. e seropositividade para o HIV (Julho de 1997), sem vigilância médica por abandono da consulta. Ecografia cervical (figura 2) com evidência de formações adenopáticas volumosas com zonas de necrose quística no interior. O exame histológico de adenopatia excisada revelou processo inflamatório crónico granulomatoso e caseificante de tipo tuberculóide. Este é um caso de uma associação pouco frequente que é o de uma tuberculose ganglionar cervical como primeira manifestação de SIDA 

Actualizado em ( 14-Jun-2007 )
 
Síndrome de Sweet PDF Imprimir e-mail
Escrito por José Mariz   
10-Jun-2007

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SÍNDROME FEBRIL, LESÕES DERMATOLÓGICAS E NEUTROFILIA
José Mariz1, Teresa Pereira2, Maria do Sameiro Neves3
1,3 Departamento de Medina Interna, Hospital de São Marcos, Braga
2 Serviço de Dermatologia, Hospital de São Marcos, Braga

Uma Mulher de 49 anos de idade, educadora de Ensino Especial de profissão, foi admitida no Serviço de Urgência (SU) em Janeiro de 2005 por quadro de síndrome febril e lesões dermatológicas com 2 semanas de evolução.

A doente referiu que 2 semanas antes iniciara queixas de tosse não produtiva, sensação de dispneia, coriza, febre, mialgias generalizadas, astenia e anorexia. Foi medicada pelo médico assistente com Amoxicilina, Paracetamol e Ibuprofeno, com melhoria parcial dos sintomas, tendo mantido temperaturas sub-febris, mialgias e astenia marcada. Três dias antes da admissão no SU refere o aparecimento de lesões dermatológicas na face extensora dos cotovelos, joelhos e membros inferiores, e algumas espalhadas pelo tronco e face palmar de ambas as mãos. As lesões foram precedidas de pico febril (39ºC) e artralgias. Foi medicada com Amoxicilina/Ácido Clavulânico sem ter obtido qualquer melhoria.

À entrada a doente apresentou-se pelo seu prório pé, “de aspecto abatido” e muito queixosa. Ao exame físico de destacar temperatura axilar 37.6ºC e lesões cutâneas eritematosas, pápulo-vesiculosas e dolorosas ao toque nos joelhos, cotovelos e algumas dispersas, associadas a artralgias e episclerite do olho direito. Analiticamente leucocitose com neutrofilia. Sem outras alterações de relevo.

Foi internada para estudo com biópsia das lesões. Obteve resolução completa do quadro com Prednisolona 60 mg/dia. A biópsia cutânea veio confirmar o diagnóstico clínico de Síndrome de Sweet.

Actualizado em ( 14-Jun-2007 )
 

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